quinta-feira, 31 de março de 2016

Até Deus acha necessário avaliar os próprios atos

Até Deus acha necessário avaliar os próprios atos

A cada dia que passa, mais e mais, tem sido difundida a ideia de que as verdades, e a razão para se tomar certas decisões na vida, têm sua base fundamental na crença pessoal do agente ativo (aquele que pratica a ação).
A ideia de que “o que importa é o que eu penso” está na moda. Só que, “o que eu penso”, determina minha maneira de agir e, por conseguinte, provoca modificações no mundo que, de uma forma direta ou indireta, afeta em maior ou menos grau, o meu semelhante.
Para que não sejamos uma sociedade constituída de pessoas que agem sem o menino senso de consequências, precisamos nos atentar para um clássico exemplo de Deus através de suas atitudes no ato da criação.
No capítulo primeiro de Gênesis, ao ir efetuando suas inferências criativas transformando tudo do nada – o que pode ser constatado através do uso do verbo hebraico bara –, Deus fazia e avaliava o que fazia. Essa constatação pode ser feita através do que Moisés escreveu em cinco ocasiões, depois que Deus criava certas partes do mundo: “e viu que tudo quanto havia feito era bom”.
O ato de evidenciamento da vontade de Deus através do que ia sendo criado, não era avaliado somente por seus critérios pessoais, mas ao analisar o que fazia, Deus estava pensando em quem (Adão e Eva, e a humanidade) habitaria ao mundo posteriormente.
Só para comprovar isso, vejamos o que está escrito no capítulo 2.18: “Então o Senhor Deus declarou: “Não é bom que o homem esteja só; farei para ele alguém que o auxilie e lhe corresponda”.
Será que o Deus presciente – ou seja, que sabe de tudo por antecipação, conforme IS 46.10– não sabia que não era bom que o homem estivesse só? Parece haver uma contradição entre o que Deus declara de si no versículo de Isaías e o que seus atos dizem. Mas, se antes de Adão nenhum outro ser houvera, exceto Deus, de quem Adão deveria aprender certas coisas, a exemplo de avaliar os atos, se não do próprio Deus?
Adão notou uma modificação no mundo onde ele habitava ao acordar daquele “pesado” sono: agora ele tinha agora uma semelhante que era “ossos dos seus ossos, e carne de sua carne”, ou seja Deus havia dito a ele que a mulher havia sido feita a partir dele e apara ele, para tornar seus dias ainda melhores, pois esta lhe seria por “auxiliadora idônea”.
Nossas atitudes devem ser tomadas não para mudar o mundo tão somente, mas que possa torná-lo melhor tanto para mim quanto para o meu próximo. Deus não queria que Adão, ao observar os animais, que viviam em casais, pudesse se entristecer por ser uma “espécie” composta de somente um ser.
Agir visando o bem-comum deve ser o que permeie todos os nossos ímpetos, pois assim, modificaremos o mundo, cada vez para melhor. O Deus criador e avaliativo é nosso supremo exemplo:“Portanto, sede imitadores de Deus, como filhos amados” (Ef 5.1).






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