quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Refugiados: O campo missionário que vem até nós

Refugiados: O campo missionário que vem até nós

Temos visto quase que diariamente nos noticiários, cenas lamentáveis de migrantes que saem do do Oriente Médio (em grande parte da Síria), fugindo da guerra e da opressão exercida por grupos terroristas, como Estado Islâmico sobre eles. Dezenas morrem durante a travessia feita pelo mar em botes salva-vidas ou pequenas embarcações lotadas. Outros milhares que chegam vivos ao litoral de países como a Grécia precisam caminhar por dias, atravessando o continente.
A situação é crítica, sem dúvida. O medo de que haja terroristas infiltrados entre os refugiados tem levado muitos países a fecharem suas fronteiras, controlando de forma acirrada a entrada de estrangeiros. Não tiro de cada país se defender dos perigos que esta crise pode trazer, mas também não creio que os refugiados que chegam à Europa, América do Norte / Sul mereçam ser agredidos, verbal, física ou moralmente.
Na fronteira da Sérvia com a Hungria, uma cinegrafista agrediu refugiados sírios com pontapés e rasteiras, enquanto estes corriam desesperadamente para fazer esta difícil travessia. Em outro vídeo, é possível ver soldados húngaros atirando sanduíches sobre refugiados, que se espremem contra um portão de ferro para conseguir algo para se alimentar.
Aqui no Brasil também temos exemplos da intolerância que agride migrantes que fugiram de suas terras, por causa da guerra e da opressão – como se estes povos já não tivessem sofrido o suficiente. Um grupo de comerciantes senegalenses foi agredido com frases racistas, proferidas por uma mulher que lhes atirava bananas.
Me emocionei em ver a atitude de uma outra senhora – muito diferente da agressora – que se aproximou destes migrantes, lhes e disse: “Peço desculpas por isto. Ela não representa o povo brasileiro. Não guarde mágoa em seu coração. Deus os abençoe”.
Às vezes nós sentimos de mãos atadas diante de tanto preconceito, mas esta senhora fez o que estava ao seu alcance naquele momento. Expressar o amor de Deus pode ir desde atos simples como um abraço, um ombro amigo até mobilizações maiores como esforços políticos para ajudar de alguma forma estes refugiados.
Muitas destas pessoas chegam ao nosso país somente com a roupa do corpo e a esperança de um futuro melhor. Precisamos mostrar a eles que a esperança deles precisa estar firmada em alguém que os ama incondicionalmente: Jesus Cristo.

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Roberto de Lucena

Roberto de Lucena

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