quarta-feira, 29 de abril de 2015

Gospel Prime nas Terras Bíblicas: A idolatria que não morre

Gospel Prime nas Terras Bíblicas: A idolatria que não morre


No quinto dia da viagem às Terras Bíblicas promovida pelo ministério Beth-Shalom/Chamada da Meia-Noite que está sendo acompanhada pelo Gospel Prime fomos primeiramente para a antiga Esmirna.
Não existem ruínas da cidade de Esmirna, atualmente chamada de Izmir. Com um próspero porto, Izmir é a terceira maior cidade da Turquia, com população de cerca de seis milhões de pessoas. Desde os tempos do Novo Testamento, a cidade continua na mesma localidade. Um dos poucos lugares que ainda atrai cristãos é o túmulo de Policarpo, um de seus primeiros bispos, que morreu queimado por causa da sua fé no ano 169 d.C.
Uma antiga e próspera cidade situada na costa ocidental da Ásia Menor, à entrada de uma linda baía, e que, atualmente, como nos tempos do Novo Testamento é um CENTRO DE COMÉRCIO dos países orientais. Era a sede de uma das sete igrejas às quais foram dirigidas as cartas apocalípticas (Ap 2.8-11).
Depois disso fomos até Efe, o nome atual de Éfeso. Uma das mais importantes cidades greco-romana da Ásia Menor, fica próxima à atual Selçuk. Durante muitos anos foi a segunda maior cidade do Império Romano, apenas atrás de Roma, a capital do império.
Destruída e reconstruída sete vezes, uma das marcas daquela cidade é o culto à Diana (nome romano da divindade) ou Artêmis (nome grego).
As ruínas da antiga Éfeso são as maiores do mundo de cidades do Império Romano. A cidade que foi visitada por Paulo em suas viagens missionárias é citada por João em Apocalipse (2:1-7) em primeiro lugar. Foi para os cristãos que ali viviam que o apóstolo Paulo escreveu o Livro de Efésios. A história da Igreja mostra que João foi uma espécie de bispo da região quando o cristianismo se expandiu ali. Acredita-se que o Evangelho de João tenha sido escrito nessa cidade.
Curiosamente, existem ruínas de uma basílica do século VI em cujo centro existe um túmulo. Os habitantes do lugar afirmam que o corpo de João foi enterrado ali.
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Túmulo do apóstolo João.
Nas ruínas até hoje é possível ver o grande teatro, que comportava cerca de 25 mil pessoas assentadas. Sua população estimada nos dias do Novo Testamento é cerca de 250 mil. O apóstolo Paulo ficou ali cerca de dois anos (At 19:9) e estudiosos afirmam que ele pregava ali com frequência. O cenário espiritual do lugar pode ser perfeitamente visto até hoje.
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Ruínas do anfiteatro de Éfeso.
Cerca de 200 metros de onde acredita-se que ficava a sinagoga de Éfeso está um templo de culto à Diana. A seis quilômetros dali existe hoje apenas uma coluna que permaneceu de fé do grande templo, centro da adoração dessa deusa da fertilidade. Construído em cerca de 550 a.C., era uma das Sete Maravilhas do Mundo Antigo.
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Ruínas do templo de Diana.
Uma das principais características da cidade eram as escolas de magos e muitas manifestações religiosas. Isso fica evidente no texto de Atos 19:13. Também fica claro pelo ensino sobre a realidade da batalha espiritual em Efésios 6. Com todos os sinais e milagres que Deus fez através de Paulo na cidade afetou o prestígio de Diana. Convertidos a Jesus que antes praticavam artes mágicas queimaram seus livros cujo valor perfazia 50 mil denários (At 19:19) – uma verdadeira fortuna!
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Ruínas da biblioteca de Éfeso.
Um breve estudo sobre as divindades relacionadas aos cultos de fertilidade mostra que Diana/Artêmis era adorada em toda a Ásia Menor. A tradição pagã afirma que a sua primeira imagem caiu de Júpiter. Essa é uma das faces mais conhecidas da divindade chamada de “rainha dos céus” (Jeremias 7). Desde a Antiga Babilônia existiam cultos a figuras similares, que mudavam de nome e na maneira de serem representadas, mas as características são basicamente as mesmas.
As formas mais primitivas eram as figuras de Semiramis (mãe de Ninrode, que edificou a Torre de Babel). Na Fenícia era conhecida como Ashtar (mãe de Baal). Por sua vez, no Egito era Isis (mãe de Horus), enquanto na Ásia era Cibele (mãe de Deoius). Trata-se da mesma figura chamada em Apocalipse 17:5 de “mãe de todas as meretrizes”.
Quando o cristianismo se tornou a norma no Império Romano, as antigas imagens dessa divindade passaram a ser associadas a Maria, mãe de Jesus. Vera Lúcia Assumpção de Almeida, pesquisadora ligada à missão Brasileira Messiânica, que está participando da caravana tem se especializado nesse estudo que pode ser acessado aqui.
Esse é um dos aspectos mais curiosos da região de Éfeso até hoje. Na região – mais especificamente no monte Koressos – fica o templo conhecido como “Casa da Virgem Maria” (em turco: Meryem Ana Evi).
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Mapa de Éfeso
Não há nenhuma evidência que Maria tenha vivido na região juntamente com o apóstolo João e a Igreja Católica jamais se pronunciou sobre a autenticidade da casa por conta da falta de evidências aceitáveis. Contudo, existe um grande fluxo de peregrinos no local. Esse santuário já recebeu bênçãos de diversos papas, sendo o primeiro Leão XIII (em 1896) e o mais recente o papa Bento 16 (em 2006).
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Maria e Diana na mesma prateleira.
Em um país de maioria muçulmana, também há islamitas que a adoram, em um sincretismo impensável. Existem lojas do lado de fora das ruínas de Éfeso em que imagens de Diana são vendidas. Em várias delas, é colocada ao lado de imagens da Virgem Maria. Quase dois mil anos depois de Paulo ter passado por aqui e combatido o culto à Diana, fica claro que a idolatria não morre. Ela pode assumir diferentes formas e nomes, mas continua sendo a mesma!

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