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PUNIÇÃO OU MANIFESTAÇÃO DAS OBRAS DE DEUS




O que diz a visão reformada sobre a má sorte ou sofrimento alheio

Caminhando Jesus, viu um homem cego de nascença. E os seus discípulos perguntaram: Mestre, QUEM PECOU, este ou seus pais, para que nascesse cego? Respondeu Jesus: Nem ele pecou, nem seus pais; mas foi PARA QUE SE MANIFESTEM NELE AS OBRAS DE DEUS. João 9.1-3

Quem pecou – Muitos judeus, como os amigos de Jó, acreditavam que cada má sorte temporal era a punição de Deus por algum pecado específico. Com uma doença congênita, a explicação poderia ser que o pecado tivesse sido cometido no útero, ou pelos pais, cujo ato pecaminoso vitimasse seu filho. Jesus descarta essas ideias como explicação improprias (v.3), mas isto não nega que certas provações sejam ordenadas por Deus, para punir ou corrigir certos pecados específicos (p. ex, na vida de Davi, depois de seu adultério e assassinato, 2Sm 12-21). Nem ainda existe aqui uma negação, por parte de Cristo, da doutrina bíblica do pecado original (Rm 5.12-21), que ensina que todo sofrimento é consequência de nosso pecado coletivo e da rebelião de Adão. Mas não é sábio nem caridoso julgar que os sofrimentos de outros sejam especificamente punitivos (Mt 7.1). A questão colocada diante de Jesus apresenta um falso dilema. Só duas possibilidades foram dadas como razões para as aflições do homem: seus próprios pecados ou o pecado de seus pais. Jesus oferece uma terceira opção (v.3)

Para que se manifestem nele as obras de Deus – Alguns dos nossos sofrimentos, como os de Jó, são para a glória de Deus, pois ou resultam em nosso próprio aperfeiçoamento ou cura espetacular, como no caso presente. O propósito de Deus nem sempre nos é presentemente conhecido, mas temos a certeza de que seu propósito é bom (Rm 8.28).

Notas da Bíblia de Estudo de Genebra

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