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A diferença entre tentação e provação






É importante não confundirmos “tentação” e “provação”. Embora ambos os sentidos 
sejam extraídos do termo grego, o primeiro denota provação suportada pelos que 
são fiéis: “Bem-aventurado o homem que suporta, com perseverança, a provação; 
porque, depois de ter sido aprovado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor 
prometeu aos que o amam. Tiago 1.12”, pois o infiel já está caído. Provação 
pressupõe fidelidade.

A segunda ocorrência: “Ninguém, ao ser tentado, diga: Sou tentado por Deus; porque 
Deus não pode ser tentado pelo mal e ele mesmo a ninguém tenta. Tiago 1.13” está 
relacionada ao mal, por isso é “tentação”. Pode se originar no mundo, na nossa 
própria cabeça e no diabo. 

Tiago especifica sua própria origem: “a carne”, pois é por ela que tanto o mundo 

quanto o diabo nos tentam. Ela é nosso inimigo por excelência.

Tiago ilustra a força da cobiça natural do homem a equiparando ao poder da sedução, 
a paixão sexual que escraviza muitas pessoas. A figura não admite “métodos 
contraceptivos”. Ao contrário, acentua a “hiperfertilidade” da cobiça.

Todas as vezes que temos “relações” com ela, o pecado é concebido. Diferente 
do contato entre homem e mulher, que gera nova vida, o pecado produz morte.

A cobiça é um dos principais pecados, identificada com o próprio pecado original. 
Ela e a exaltação do ser e da vontade humana acima de Deus e do próximo. Um 
de seus campos mais férteis é a própria igreja, quando permitimos que a vontade 
seja despertada e incentivada por ambições e gostos pessoais.

O resultado são ciúmes e contendas. Sábio é aquele que não se permite nem 
mesmo flertar com o pecado.


Fonte: Revista Expressão – Cartas aos líderes das igrejas e cartas gerais, 
lição 7 – sabedoria, palavra e atitude – Autora: Jair de Almeida. Editora Cultura 
Cristã.
 

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