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BIBLIOGRAFIA - O PROFETA JOÃO BATISTA



João Batista teve seu nascimento e ministério anunciado por Isaias, 700 
anos antes (Is. 40.3-5). Seu ministério profético fora reconhecido pelos seus 
ouvintes (Mt. 14.5), e ele mesmo sabia que havia sido enviado pelo Senhor 
(Jo. 1.20-23). O próprio Jesus destacou a importância do ministério profético 
de João Batista (Mt. 11.11).

VIDA E MINISTÉRIO

O nascimento de João Batista foi profetizado por Isaias (40.3) e Malaquias 
(4.5) e aos seus pais idosos, através de um anjo (Lc. 1.5-23). Seu pai, Zacarias, 
era sacerdote, e sua mãe, Isabel, uma das “filhas de Arão”. Maria, a mãe de 
Jesus, também recebeu uma revelação a respeito do nascimento de João (Lc. 1.36). 
Pouco se sabe a respeito da sua infância e juventude, a não ser que ele “crescia 
e se fortalecia em espírito. E viveu nos desertos até ao dia em que havia de 
manifestar-se a Israel” (Lc. 1.80). Depois de passar vários anos no isolamento, 
já na idade adulta, João Batista começa a pregar e chamar o povo ao arrependimento. 
Suas vestes eram de pelo de camelo, e andava cingindo de um cinto de couro, e 
alimentava-se de gafanhotos e mel silvestre (Lv. 11.22; Sl. 81.16; Mt. 3.4). Ele 
começou seu ministério no deserto da Judéia (Mt. 3.1; Mc. 1.4; Lc. 3.3; Jo. 1.6). 
As pessoas vinham até ele a fim de serem batizadas no Rio Jordão (Mt. 3.5; Mc. 1.5). 
João Batista era um profeta corajoso, que não deixava de denunciar a religiosidade 
aparente dos fariseus e saduceus (Mt. 3.7) e as classes sociais abastardas (Lc. 3.7-14). 
A mensagem de João Batista era cristocêntrica, pois apontava para o Cordeiro de 
Deus que tira o pecado do mundo (Lc. 3.15-17; Jô. 1.29-21). Ele nunca quis ser 
confundido com Cristo, sabia reconhecer o seu lugar no ministério (Lc. 3.15; Jo. 1.20). 
Devido ao seu comprometimento profético, foi perseguido e morto por Herodes, por 
denunciar suas práticas pecaminosas (Lc. 3.19; Mt. 14.3-12)

O ÚLTIMO PROFETA DA ANTIGA ALIANÇA
O ministério de João Batista foi respaldado por Jesus, que asseverou ser esse um 
maior dos profetas nascidos de mulher (Mt.11.7-11; Lc. 7.19-23). Essa palavra do 
Senhor reforça o que anteriormente havia sido dito a respeito de João, que ele seria 
“profeta do Altíssimo” (Lc. 1.76). A singularidade de João Batista, em relação aos 
demais profetas da Antiga Aliança, repousa em seu caráter de envio para ser o 
precursor do Messias (Mt. 11.9, 11). Os estudiosos destacam algumas razões 
pelas quais João Batista é considerado o maior e o último profeta da Antiga Aliança:
  •           Por ter o privilégio de ver o cabal cumprimento das profecias do Antigo                                                                                  Testamento em relação à vinda do Messias.
    ·          Por ter sido, ele mesmo, o precursor do Messias, e ser testemunha                                       do Seu ministério.
    ·         Por ter batizado o Senhor Jesus nas águas, assumindo a posição de                                    participante do ministério da justiça do Messias.
    ·         Por ter testemunhado o ápice do ministério profético, fechando o ciclo                                   dos profetas do Antigo Pacto (Lc. 16.16). Esse foi o último profeta a                                     quem “veio a palavra de Deus”, do mesmo modo que falava o Senhor                                   aos outro profetas do Antigo Testamento (Lc. 3.2; Jr. 1.2). Depois de                                     João Batista, existiram, e ainda existe, o ministério profético, o dom                                       de profecia, não mais profetas da mesma envergadura daqueles do                                Antigo Pacto.

UM MODELO PROFÉTICO PARA HOJE
O ministério profético de João Batista, conforme destacamos nos tópicos 
anteriores, é singular. Mas sua atuação, nos dias de hoje, ainda serve de 
exemplo para a igreja do Senhor. Como João Batista, devemos ter a consciência 
do chamado divino para anunciar a mensagem de condenação e salvação à 
humanidade (Mt. 3.12; Lc. 3.8,9). A igreja não pode pregar apenas um Deus 
bonachão, que não pune aos pecadores, e que está disposto a salvar a todos 
ao final, como defendem os universalistas. Por outro lado, não se pode apenas 
destacar a ira divina, sem apontar para sua graça maravilhosa, revelada em 
Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (Jo. 1.29,36). 
Semelhantemente a João Batista, não podemos fugir da realidade do pecado, 
esse que já está sendo negado em alguns contextos evangélicos, influenciados 
pela psicologia moderna. O pecado é uma realidade, de gravíssimas proporções, 
pois afasta o ser humano da glória de Deus (Rm. 3.23), por isso, faz-se necessário 
o arrependimento (Mt. 3.10-14). Mas nem tudo está perdido, pois Deus amou a 
humanidade (Jo. 3.16), e entregou Seu Filho Amado, para que todos aqueles que 
crêem nEle tenham a vida eterna, esse é o Dom Gratuito de Deus (Rm. 6.23). 
Tal como João Batista, devemos assumir que Jesus é o centro da pregação, 
importa que Ele cresça e que nós diminuamos (Jo. 3.10), pois Ele é Maior do 
que João Batista (Mt. 3.11), a respeito do qual testemunhou dizendo achar-se 
indigno de desatar suas alparcas (Lc. 3.16). A igreja, assim como João Batista, 
não pode se conformar com o pecado, com a religiosidade aparente, e muito menos 
com a corrupção na política. A autoridade profética da Igreja se baseia na revelação 
da Palavra de Deus, e, a partir dela, pode também ser uma voz que clama no deserto 
(Mt. 3.3; Mc. 1.3; Lc. 3.4; Jo. 1.23).

CONCLUSÃO
João Batismo, como profeta, teve um ministério único. A singularidade do seu 
ministério está na predição do seu nascimento e atuação. Ele, diferentemente 
dos outros profetas do Antigo Pacto, teve a oportunidade de ser testemunha 
ocular dos oráculos do Senhor. Por esse motivo, Jesus, o tema central das 
profecias do Antigo Testamento, destacou que João, o Batista, era o maior 
dos profetas, sendo, este, verdadeiramente, uma lâmpada que ardia e iluminava (Jo. 5.35).

Fonte: Subsidio EBD

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